quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A dor do peso do papel


Agora só vens no veludo dos sonhos
No esquecimento da voz, persigo-te
No vazio da noite atrás das sombras
Por baixo do pavio das velas, na cera
Que pinga nos meus braços nus

Queima-me a dor do peso do papel
Sobre o azul celestial do mar
E cada grão de areia é um punhado
De terra que nasce dentro de mim

São horas de ter medo, do cheiro
Supérfluo que escorre do teu retrato

Carlos Val

2 comentários:

manuel marques disse...

Bravo.

Abraço.

Sonhadora disse...

Poeta

Como sempre profundo...escrito com os dedos da alma.

Um beijinho
Rosa